
No sertão de Padim Ciço
E também de Lampião
Tinha tiro, tinha reza
Alma em recomendação
Fatos reais dando temas
Para qualquer ficção.
Nas terras de Pernambuco
Chegou ao mundo Virgulino
Que se tornou cangaceiro
Nos enredos do destino
Porém foi no Pajeú
O mais contente menino
Já existia o cangaço
Desde a colonização
Eram cangaceiros mansos
A serviço do patrão
Depois foram bandoleiros
Do jeito de Lampião
Ele junto com os irmãos
Depois da morte dos pais
Formou seu primeiro grupo
Com outros rapazes mais
Atacando gente e bichos
Nas casas e até currais
Durante dezoito anos
No Nordeste ele atuou
O seu nome "Lampião"
Por ele se comprovou
O fogo do bacamarte
No escuro iluminou
Perseguido pela polícia
E redes de traição
Deram cabo do bandido
Que não mostrou rendição
Ele e sua companheira
Tombaram mortos no chão
Lampião é retratado
Em vasta literatura
Música, filme e artesanato
Gênio, vingança e bravura
Bandido e também herói
Destacados na gravura
RONALDO- poeta, cordelista, escritor belojardinense.
Nenhum comentário:
Postar um comentário