sexta-feira, 23 de setembro de 2011

Merval Pereira


O jornalista Merval Pereira, colunista do jornal “O Globo” e comentarista político da Rádio CBN, tomará posse nesta sexta-feira na Academia Brasileira de Letras, no Rio de Janeiro.

A sessão de posse será presidida pelo acadêmico pernambucano Marcos Vinicius Vilaça e terá a presença de outro pernambucano vinculado à área política: Marco Maciel.
Merval é mais um jornalista à integrar a “Casa de Machado de Assis” que já conta com outro jornalista famoso, que é Carlos Heitor Cony, do jornal Folha de São Paulo. Seu mais recente trabalho literário foi “O lulismo no poder”.

terça-feira, 16 de agosto de 2011

MAURO MOTA - IMORTAL PERNAMBUCANO


Se fosse vivo, o poeta Mauro Mota completaria nesta terça-feira, 16 de agosto, 100 anos de idade.

Jornalista, professor, poeta, cronista, ensaísta e memorialista, nasceu em Recife, Pernambuco, em 16 de agosto de 1911, e faleceu na mesma cidade em 22 de novembro de 1984. Eleito em 8 de janeiro de 1970 para a Cadeira n. 26, na sucessão de Gilberto Amado, foi recebido em 27 de agosto de 1970, pelo acadêmico Adonias Filho.
Tornou-se professor de História do Ginásio do Recife e em várias escolas particulares; catedrático de Geografia do Brasil, por concurso público, do Instituto de Educação de Pernambuco. Desde os anos universitários colaborava na imprensa. Foi secretário, redator-chefe e diretor do Diário de Pernambuco; colaborador literário do Correio da Manhã, do Diário de Notícias e do Jornal de Letras do Rio de Janeiro. De 1956 a 1971, foi diretor executivo do Instituto Joaquim Nabuco de Pesquisas Sociais; diretor do Arquivo Público de Pernambuco, de 1973 até 1983; membro do Seminário de Tropicologia da Universidade Federal de Pernambuco e da Fundação Joaquim Nabuco. Foi membro do Conselho Federal de Cultura de Pernambuco e do Conselho Federal de Cultura.

Como poeta, destaca-se por suas Elegias, publicadas em 1952. Nessa obra figura também o "Boletim sentimental da guerra do Recife", um dos seus poemas mais conhecidos. Sua poesia é de fundo simbólico, sobre temas nordestinos, retratando dramas do cotidiano em linguagem natural e espontânea.

Recebeu o Prêmio Olavo Bilac da Academia Brasileira de Letras e o Prêmio da Academia Pernambucana de Letras por suas Elegias (1952); o Prêmio Jabuti, da Câmara Brasileira do Livro, e o Prêmio PEN Clube do Brasil, pelo livro de poesias Itinerário (1975).

OBRAS POESIA: Elegias (1952); A tecelã (1956); Os epitáfios (1959); O galo e o catavento (1962); Canto ao meio (1964); Antologia poética (1968); Itinerário (1975); Pernambucânia ou cantos da comarca e da memória (1979); Pernambucânia dois (1980); Antologia em verso e prosa (1982).

ENSAIO CRÔNICAS: O cajueiro nordestino (1954); Província e academia (1954); Itinerário da escola (1956); Paisagem das secas (1958); Capitão de fandango (1960); Geografia literária (1961); Terra e gente (1963); História em rótulos de cigarros (1965); Quem foi Delmiro Gouveia? (1967); O criador de passarinhos (1968); O pátio vermelho, crônica de uma pensão de estudantes (1968); Votos e ex-votos, aspectos da vida social do Nordeste (1968); Os bichos na fala da gente (1969); Pernambuco sim, em colaboração com Gilberto Freyre e Roberto Cavalcanti (1972); Modas e modos (1977); A estrela de pedra e outros ensaios nordestinos (1981); Barão de chocolate e companhia (1983).

Escreveu prefácios a vários livros e colaborações em obras coletivas, como a enciclopédia Mirador Internacional, e textos seus foram inseridos em antologias nacionais e estrangeiras. Tem registros sonoros em disco (Boletim sentimental da guerra do Recife e Mauro Mota em prosa e verso) e em gravação para o Museu da Imagem e do Som do Rio de Janeiro e de Pernambuco.

sábado, 6 de agosto de 2011

RESULTADO DO I CONCURSO LITERÁRIO DA ACADEMIA BELOJARDINENSE DE LETRAS..


Caros(as) participantes.

Nós, da Academia Belojardinense de Letras e Artes (ABLA), agradecemos a participação de cada um de vocês no nosso I Concurso Literário. Foram praticamente apenas dois meses de inscrição, mas que renderam um número significativo de poemas inscritos. Destaque para a categoria adulto, que teve a participação de autores de dezesseis estados das cinco grandes regiões brasileiras e ainda de dois outros países: Portugal e Japão. Foram muitos os textos de boa qualidade, o que engrandeceu o valor do concurso e levou-nos a aumentar o número de premiados (Menções Honrosas).

Agradecemos cordialmente a colaboração de cada autor, independentemente da classificação. Contamos, desde já, com a participação de cada um na edição do próximo ano.

Segue abaixo a lista de classificados e a forma de premiação.
A todos, os nossos agradecimentos e votos de sucesso, especialmente na carreira literária. Aos vencedores, damos os nossos parabéns e pedimos que aguardem novos contatos a respeito da publicação e premiação.

VENCEDORES DA CATEGORIA ESTUDANTIL


1º Lugar
Verdadeiro amor / Érika da Silva Ferreira / Instituto Educacional Êxito
2º Lugar
Consequência / Maria Gabriella de Souza Alves / Instituto Educacional Êxito
3º Lugar
Rosa / Ítalo Ruan Barbosa de Aquino / Instituto Educacional Êxito
4º - Menção Honrosa
Nosso planeta / Islane Alves de Siqueira / Instituto Educacional Êxito
5º - Menção Honrosa
Tua Presença / Glória Diana da Silva Maciel / Instituto Educacional Êxito
6º - Menção Honrosa
A pequena formiga é um inseto / Paulo André Firmino / IFPE - Campos Belo Jardim
7º - Menção Honrosa
Confusão / Maria Aparecida de Souza Silva / Escola Professor Donino


PREMIAÇÃO

1º lugar: Medalha, certificado, publicação na Coletânea ABLA 2011, 5 exemplares da coletânea.
2º lugar: Medalha, certificado, publicação na Coletânea ABLA 2011, 3 exemplares da coletânea.
3º lugar: Medalha, certificado, publicação na Coletânea ABLA 2011, 2 exemplares da coletânea.
4º ao 7º lugar: Certificado de Menção Honrosa, publicação na Coletânea e 1 exemplar da coletânea.


VENCEDORES DA CATEGORIA ADULTO

1º Lugar
O tempo algoz benevolente / Dora Oliveira / Ipatinga-MG
2º Lugar
Contando estrelas / Tatiana Alves Soares Caldas / Rio de Janeiro-RJ
3º Lugar
Atalho sem fronteira / José Nogueira da Silva / Belo Jardim-PE
4º - Menção Honrosa
Corpo metalinguístico Luciano Marinho de Barros e Souza / Recife-PE
5º - Menção Honrosa
Depois que eles crescem / Fátima Soares Rodrigues / Belo Horizonte-MG
6º - Menção Honrosa
... Ao meio / Perpétua Amorim / Franca-SP
7º - Menção Honrosa
Antagônico Rosana Banharoli / Santo André-SP
8º - Menção Honrosa
Divina tragédia / André Luis Alves Caldas Amóra / Rio de Janeiro-RJ
9º - Menção Honrosa
Ciclos / Anderson Santos / Porto Alegre-RS
10º- Menção Honrosa
Assalto / Eloi Angelos Ghio / Vila Velha-ES

PREMIAÇÃO

1º lugar: Medalha, certificado, publicação na Coletânea ABLA 2011, 5 exemplares da coletânea.
2º lugar: Medalha, certificado, publicação na Coletânea ABLA 2011, 3 exemplares da coletânea.
3º lugar: Medalha, certificado, publicação na Coletânea ABLA 2011, 2 exemplares da coletânea.
4º ao 10º lugar: Certificado de Menção Honrosa, publicação na Coletânea e 1 exemplar da coletânea.

Acadêmico Robervânio Luciano- Presidente da Comissão.

sábado, 23 de julho de 2011

João Cabral de Melo Neto


João Cabral de Melo Neto nasceu na cidade de Recife - PE, no dia 09 de janeiro de 1920, na rua da Jaqueira (depois Leonardo Cavalcanti), segundo filho de Luiz Antônio Cabral de Melo e de Carmem Carneiro-Leão Cabral de Melo. Primo, pelo lado paterno, de Manuel Bandeira e, pelo lado materno, de Gilberto Freyre. Passa a infância em engenhos de açúcar. Primeiro no Poço do Aleixo, em São Lourenço da Mata, e depois nos engenhos Pacoval e Dois Irmãos, no município de Moreno.

Era atormentado por uma dor de cabeça que não o deixava de forma alguma. Ao saber, anos atrás, que sofria de uma doença degenerativa incurável, que faria sua visão desaparecer aos poucos, o poeta anunciou que ia parar de escrever. Já em 1990, com a finalidade de ajudá-lo a vencer os males físicos e a depressão, Marly, sua segunda esposa, passa a escrever alguns textos tidos como de autoria do biografado. Conforme declarações de amigos, escreveu o discurso de agradecimento feito pelo autor ao receber o Prêmio Luis de Camões, considerado o mais importante prêmio concedido a escritores da língua portuguesa, entre outros. Foi a forma encontrada para tentar tirá-lo do estado depressivo em que se encontrava. Como não admirava a música, o autor foi perdendo também a vontade de falar ("Não tenho muito o que dizer", argumentava). Era, sem dúvida, o nosso mais forte concorrente ao prêmio Nobel, com diversas indicações dos mais variados segmentos de nossa sociedade.


"...E não há melhor resposta
que o espetáculo da vida:
vê-la desfiar seu fio,
que também se chama vida,
ver a fábrica que ela mesma,
teimosamente, se fabrica,
vê-la brotar como há pouco
em nova vida explodida;
mesmo quando é assim pequena
a explosão, como a ocorrida;
mesmo quando é uma explosão
como a de há pouco, franzina;
mesmo quando é a explosão
de uma vida severina."

(Morte e Vida Severina)


XVIII Concurso Nacional de Poesias 2011 - Prêmio Rosália Sandoval


O Folheto Notas Literárias premiará os vencedores do XVIII Concurso Nacional de Poesias - 2011. Prêmio: Rosália Sandoval. Na seguinte ordem de classificação :

1° Lugar: R$:500,00 (quinhentos reais ), diploma, troféu Rosália Sandoval, um livro de um poeta alagoano e um cd de um compositor alagoano.

2° Lugar: Diploma, troféu Rosália Sandoval, um livro de um poeta alagoano e um cd de um compósito alagoano.

3° Lugar: Diploma e um troféu Rosália Sandoval.

Serão atribuídos, a critério da Comissão Julgadora, até seis medalhas Rosália Sandoval - Menções Honrosas.

Tema:
Os temas abordados serão de livre escolha dos poetas.

Inscrição:
A inscrição será efetuada com o recebimento de até 03 (três ) poesias, na aceitação, pelo concorrente, das disposições regulamentares. Inscrição: 01 de janeiro de 2011 até 30 de setembro de 2011.

MAIS INFORMAÇÕES:
Ari Lins Pedrosa
Telefone: (82) 8859-4216
E-mails: ari.pedrosa@ceal.com.br ou ari.lins@bol.com.br

terça-feira, 5 de julho de 2011

SUBSTANTIVO

É a palavra variável que denomina qualidades, sentimentos, sensações, ações, estados e seres em geral.
Quanto a sua formação, o substantivo pode ser primitivo (jornal) ou derivado (jornalista), simples (alface) ou composto (guarda-chuva).

Já quanto a sua classificação, ele pode ser comum (cidade) ou próprio (Curitiba), concreto (mesa) ou abstrato (felicidade).
Os substantivos concretos designam seres de existência real ou que a imaginação apresenta como tal: alma, fada, santo. Já os substantivos abstratos designam qualidade, sentimento, ação e estado dos seres: beleza, cegueira, dor, fuga.
Os substantivos próprios são sempre concretos e devem ser grafados com iniciais maiúsculas.

Certos substantivos próprios podem tornar-se comuns, pelo processo de derivação imprópria (um judas = traidor / um panamá = chapéu).
Os substantivos abstratos têm existência independente e podem ser reais ou não, materiais ou não. Quando esses substantivos abstratos são de qualidade tornam-se concretos no plural (riqueza X riquezas).

Muitos substantivos podem ser variavelmente abstratos ou concretos, conforme o sentido em que se empregam (a redação das leis requer clareza / na redação do aluno, assinalei vários erros).
Já no tocante ao gênero (masculino X feminino) os substantivos podem ser:
•biformes: quando apresentam uma forma para o masculino e outra para o feminino. (rato, rata ou conde X condessa).
•uniformes: quando apresentam uma única forma para ambos os gêneros. Nesse caso, eles estão divididos em:
•epicenos: usados para animais de ambos os sexos (macho e fêmea) - albatroz, badejo, besouro, codorniz;
•comum de dois gêneros: aqueles que designam pessoas, fazendo a distinção dos sexos por palavras determinantes - aborígine, camarada, herege, manequim, mártir, médium, silvícola;
•sobrecomuns - apresentam um só gênero gramatical para designar pessoas de ambos os sexos - algoz, apóstolo, cônjuge, guia, testemunha, verdugo;

Alguns substantivos, quando mudam de gênero, mudam de sentido. (o cisma X a cisma / o corneta X a corneta / o crisma X a crisma / o cura X a cura / o guia X a guia / o lente X a lente / o língua X a língua / o moral X a moral / o maria-fumaça X a maria-fumaça / o voga X a voga).
Os nomes terminados em -ão fazem feminino em -ã, -oa ou -ona (alemã, leoa, valentona).
Os nomes terminados em -e mudam-no para -a, entretanto a maioria é invariável (monge X monja, infante X infanta, mas o/a dirigente, o/a estudante).
Quanto ao número (singular X plural), os substantivos simples formam o plural em função do final da palavra.
•vogal ou ditongo (exceto -ÃO): acréscimo de -S (porta X portas, troféu X troféus);
•ditongo -ÃO: -ÕES / -ÃES / -ÃOS, variando em cada palavra (pagãos, cidadãos, cortesãos, escrivães, sacristães, capitães, capelães, tabeliães, deães, faisães, guardiães).

Os substantivos paroxítonos terminados em -ão fazem plural em -ãos (bênçãos, órfãos, gólfãos). Alguns gramáticos registram artesão (artífice) - artesãos e artesão (adorno arquitetônico) - artesões.
•-EM, -IM, -OM, -UM: acréscimo de -NS (jardim X jardins);
•-R ou -Z: -ES (mar X mares, raiz X raízes);
•-S: substantivos oxítonos acréscimo de -ES (país X países). Os não-oxítonos terminados em -S são invariáveis, marcando o número pelo artigo (os atlas, os lápis, os ônibus), cais, cós e xis são invariáveis;
•-N: -S ou -ES, sendo a última menos comum (hífen X hifens ou hífenes), cânon > cânones;
•-X: invariável, usando o artigo para o plural (tórax X os tórax);
•-AL, EL, OL, UL: troca-se -L por -IS (animal X animais, barril X barris). Exceto mal por males, cônsul por cônsules, real (moeda) por réis, mel por méis ou meles;
•IL: se oxítono, trocar -L por -S. Se não oxítonos, trocar -IL por -EIS. (til X tis, míssil X mísseis). Observação: réptil / reptil por répteis / reptis, projétil / projetil por projéteis / projetis;
•sufixo diminutivo -ZINHO(A) / -ZITO(A): colocar a palavra primitiva no plural, retirar o -S e acrescentar o sufixo diminutivo (caezitos, coroneizinhos, mulherezinhas). Observação: palavras com esses sufixos não recebem acento gráfico.
•metafonia: -o tônico fechado no singular muda para o timbre aberto no plural, também variando em função da palavra. (ovo X ovos, mas bolo X bolos). Observação: avôs (avô paterno + avô materno), avós (avó + avó ou avô + avó).

Os substantivos podem apresentar diferentes graus, porém grau não é uma flexão nominal. São três graus: normal, aumentativo e diminutivo e podem ser formados através de dois processos:
•analítico: associando os adjetivos (grande ou pequeno, ou similar) ao substantivo;
•sintético: anexando-se ao substantivo sufixos indicadores de grau (meninão X menininho).
Certos substantivos, apesar da forma, não expressam a noção aumentativa ou diminutiva. (cartão, cartilha).
•alguns sufixos aumentativo: -ázio, -orra, -ola, -az, -ão, -eirão, -alhão, -arão, -arrão, -zarrão;
•alguns sufixos diminutivo: -ito, -ulo-, -culo, -ote, -ola, -im, -elho, -inho, -zinho (o sufixo -zinho é obrigatório quando o substantivo terminar em vogal tônica ou ditongo: cafezinho, paizinho);

O aumentativo pode exprimir desprezo (sabichão, ministraço, poetastro) ou intimidade (amigão); enquanto o diminutivo pode indicar carinho (filhinho) ou ter valor pejorativo (livreco, casebre).
Algumas curiosidades sobre os substantivos:
Palavras masculinas:
•ágape (refeição dos primitivos cristãos);
•anátema (excomungação);
•axioma (premissa verdadeira);
•caudal (cachoeira);
•carcinoma (tumor maligno);
•champanha, clã, clarinete, contralto, coma, diabete/diabetes (FeM classificam como gênero vacilante);
•diadema, estratagema, fibroma (tumor benigno);
•herpes, hosana (hino);
•jângal (floresta da Índia);
•lhama, praça (soldado raso);
•praça (soldado raso);
•proclama, sabiá, soprano (FeM classificam como gênero vacilante);
•suéter, tapa (FeM classificam como gênero vacilante);
•teiró (parte de arma de fogo ou arado);
•telefonema, trema, vau (trecho raso do rio).

Palavras femininas:
•abusão (engano);
•alcíone (ave doa antigos);
•aluvião, araquã (ave);
•áspide (reptil peçonhento);
•baitaca (ave);
•cataplasma, cal, clâmide (manto grego);
•cólera (doença);
•derme, dinamite, entorce, fácies (aspecto);
•filoxera (inseto e doença);
•gênese, guriatã (ave);
•hélice (FeM classificam como gênero vacilante);
•jaçanã (ave);
•juriti (tipo de aves);
•libido, mascote, omoplata, rês, suçuarana (felino);
•sucuri, tíbia, trama, ubá (canoa);
•usucapião (FeM classificam como gênero vacilante);
•xerox (cópia).

Gênero vacilante:
•acauã (falcão);
•inambu (ave);
•laringe, personagem (Ceg. fala que é usada indistintamente nos dois gêneros, mas que há preferência de autores pelo masculino);
•víspora.

Alguns femininos:
•abade - abadessa;
•abegão (feitor) - abegoa;
•alcaide (antigo governador) - alcaidessa, alcaidina;
•aldeão - aldeã;
•anfitrião - anfitrioa, anfitriã;
•beirão (natural da Beira) - beiroa;
•besuntão (porcalhão) - besuntona;
•bonachão - bonachona;
•bretão - bretoa, bretã;
•cantador - cantadeira;
•cantor - cantora, cantadora, cantarina, cantatriz;
•castelão (dono do castelo) - castelã;
•catalão - catalã;
•cavaleiro - cavaleira, amazona;
•charlatão - charlatã;
•coimbrão - coimbrã;
•cônsul - consulesa;
•comarcão - comarcã;
•cônego - canonisa;
•czar - czarina;
•deus - deusa, déia;
•diácono (clérigo) - diaconisa;
•doge (antigo magistrado) - dogesa;
•druida - druidesa;
•elefante - elefanta e aliá (Ceilão);
•embaixador - embaixadora e embaixatriz;
•ermitão - ermitoa, ermitã;
•faisão - faisoa (Cegalla), faisã;
•hortelão (trata da horta) - horteloa;
•javali - javalina;
•ladrão - ladra, ladroa, ladrona;
•felá (camponês) - felaína;
•flâmine (antigo sacerdote) - flamínica;
•frade - freira;
•frei - sóror;
•gigante - giganta;
•grou - grua;
•lebrão - lebre;
•maestro - maestrina;
•maganão (malicioso) - magana;
•melro - mélroa;
•mocetão - mocetona;
•oficial - oficiala;
•padre - madre;
•papa - papisa;
•pardal - pardoca, pardaloca, pardaleja;
•parvo - párvoa;
•peão - peã, peona;
•perdigão - perdiz;
•prior - prioresa, priora;
•mu ou mulo - mula;
•rajá - rani;
•rapaz - rapariga;
•rascão (desleixado) - rascoa;
•sandeu - sandia;
•sintrão - sintrã;
•sultão - sultana;
•tabaréu - tabaroa;
•varão - matrona, mulher;
•veado - veada;
•vilão - viloa, vilã.

Substantivos em -ÃO e seus plurais:
•alão - alões, alãos, alães;
•aldeão - aldeãos, aldeões;
•capelão - capelães;
•castelão - castelãos, castelões;
•cidadão - cidadãos;
•cortesão - cortesãos;
•ermitão - ermitões, ermitãos, ermitães;
•escrivão - escrivães;
•folião - foliões;
•hortelão - hortelões, hortelãos;
•pagão - pagãos;
•sacristão - sacristães;
•tabelião - tabeliães;
•tecelão - tecelões;
•verão - verãos, verões;
•vilão - vilões, vilãos;
• vulcão - vulcões, vulcãos.

Alguns substantivos que sofrem metafonia no plural:
abrolho, caroço, corcovo, corvo, coro, despojo, destroço, escolho, esforço, estorvo, forno, forro, fosso, imposto, jogo, miolo, poço, porto, posto, reforço, rogo, socorro, tijolo, toco, torno, torto, troco.
Substantivos só usados no plural:
anais, antolhos, arredores, arras (bens, penhor), calendas (1º dia do mês romano), cãs (cabelos brancos), cócegas, condolências, damas (jogo), endoenças (solenidades religiosas), esponsais (contrato de casamento ou noivado), esposórios (presente de núpcias), exéquias (cerimônias fúnebres), fastos (anais), férias, fezes, manes (almas), matinas (breviário de orações matutinas), núpcias, óculos, olheiras, primícias (começos, prelúdios), pêsames, vísceras, víveres etc., além dos nomes de naipes.

Coletivos:
•alavão - ovelhas leiteiras;
•armento - gado grande (búfalos, elefantes);
•assembléia (parlamentares, membros de associações);
•atilho - espigas;
•baixela - utensílios de mesa;
•banca - de examinadores, advogados;
•bandeira - garimpeiros, exploradores de minérios;
•bando - aves, ciganos, crianças, salteadores;
•boana - peixes miúdos;
•cabido - cônegos (conselheiros de bispo);
•cambada - caranguejos, malvados, chaves;
•cancioneiro - poesias, canções;
•caterva - desordeiros, vadios;
•choldra, joldra - assassinos, malfeitores;
•chusma - populares, criados;
•conselho - vereadores, diretores, juízes militares;
•conciliábulo - feiticeiros, conspiradores;
•concílio - bispos;
•canzoada - cães;
•conclave - cardeais;
•congregação - professores, religiosos;
•consistório - cardeais;
•fato - cabras;
•feixe - capim, lenha;
•junta - bois, médicos, credores, examinadores;
•girândola - foguetes, fogos de artifício;
•grei - gado miúdo, políticos;
•hemeroteca - jornais, revistas;
•legião - anjos, soldados, demônios;
•malta - desordeiros;
•matula - desordeiros, vagabundos;
•miríade - estrelas, insetos;
•nuvem - gafanhotos, pó;
•panapaná - borboletas migratórias;
•penca - bananas, chaves;
•récua - cavalgaduras (bestas de carga);
•renque - árvores, pessoas ou coisas enfileiradas;
•réstia - alho, cebola;
•ror - grande quantidade de coisas;
•súcia - pessoas desonestas, patifes;
•talha -lenha;
•tertúlia - amigos, intelectuais;
•tropilha - cavalos;
•vara - porcos.
Substantivos compostos:

Os substantivos compostos formam o plural da seguinte maneira:
•sem hífen formam o plural como os simples (pontapé/pontapés);
•caso não haja caso específico, verifica-se a variabilidade das palavras que compõem o substantivo para pluralizá-los. São palavras variáveis: substantivo, adjetivo, numeral, pronomes, particípio. São palavras invariáveis: verbo, preposição, advérbio, prefixo;
•em elementos repetidos, muito parecidos ou onomatopaicos, só o segundo vai para o plural (tico-ticos, tique-taques, corre-corres, pingue-pongues);
•com elementos ligados por preposição, apenas o primeiro se flexiona (pés-de-moleque);
•são invariáveis os elementos grão, grã e bel (grão-duques, grã-cruzes, bel-prazeres);
•só variará o primeiro elemento nos compostos formados por dois substantivos, onde o segundo limita o primeiro elemento, indicando tipo, semelhança ou finalidade deste (sambas-enredo, bananas-maçã)
•nenhum dos elementos vai para o plural se formado por verbos de sentidos opostos e frases substantivas (os leva-e-traz, os bota-fora, os pisa-mansinho, os bota-abaixo, os louva-a-Deus, os ganha-pouco, os diz-que-me-diz);
•compostos cujo segundo elemento já está no plural não variam (os troca-tintas, os salta-pocinhas, os espirra-canivetes);
•palavra guarda, se fizer referência a pessoa varia por ser substantivo. Caso represente o verbo guardar, não pode variar (guardas-noturnos, guarda-chuvas).

quinta-feira, 12 de maio de 2011

Livro conta a história de JENIPAPO

Toda a história da Vila de Jenipapo, está no livro “Barão de Vila Bela, Presidente da Província de Pernambuco”, lançado pelo escritor e membro da ACADEMIA BELOJARDINENSE DE LETRAS, escritor Sanharoense Leonides Caraciolo, que além deste livro, escreveu outras obras como: “Memória de um Engenheiro do DNER” – “Sanharó da Colméia à Cidade” e “Arcoverde do Cardeal”.