Prêmio será de R$ 5 mil para cada categoria. Serão avaliados textos sobre a vida do patrono do Poder Legislativo de Pernambuco.
As inscrições para o Concurso História Ilustrada: vida e obra de Joaquim Nabuco foram prorrogadas até 30 de setembro. A iniciativa, que faz parte das comemorações do Ano Nacional Joaquim Nabuco, é da Assembleia Legislativa de Pernambuco (Alepe), Fundação Joaquim Nabuco (Fundaj) e Secretaria Estadual de Educação. O objetivo é premiar os melhores trabalhos realizados por estudantes dos Ensino Fundamental e Médio sobre o patrono do Poder Legislativo. Os resultados serão divulgados no dia 12 de novembro e a premiação será realizada no dia 19 do mesmo mês, no Engenho Massangana, no Cabo de Santo Agostinho, local onde Nabuco passou a infância.
O vencedor de cada categoria vai receber o prêmio em dinheiro, no valor de R$ 5 mil. Já as respectivas escolas deverão ganhar computadores que serem utilizados pelos alunos.
Para produzir textos ilustrados e inéditos, os estudantes devem explorar a trajetória de vida e a obra do pensador, político, escritor, jornalista, jurista, diplomata, historiador e abolicionista, que nasceu no século XIX e viveu até o início do século XX. As inúmeras biografias já escritas sobre o pernambucano registram as múltiplas facetas de um “cidadão do mundo e árduo defensor de ideais libertários.” Nabuco é ainda classificado como um dos mais inspiradores personagens históricos e fonte riquíssima de pesquisa.
Os trabalhos podem ser de autoria individual ou coletiva (de até três alunos) e conter no mínimo seis e, no máximo, dez páginas, em tamanho A4, no modo paisagem (horizontal). No quesito linguagem, os concorrentes podem usar a linguagem formal ou coloquial. Os textos podem ser manuscritos, datilografados ou digitados. As normas atuais da Língua Portuguesa, conforme recente Acordo Ortográfico entre os países que usam oficialmente o idioma, devem ser respeitadas. As ilustrações poderão ser feitas em diversas técnicas e tipos de traços. O formulário de inscrição, bem como as instruções para a elaboração dos trabalhos, está disponível no site da Fundaj: www.fundaj.gov.br.

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Me lembro de todos os pregões:
Ovos frescos e baratos
Dez ovos por uma pataca
Foi há muito tempo...
A vida não me chegava pelos jornais nem pelos livros
Vinha da boca do povo na língua errada do povo
Língua certa do povo
Porque ele é que fala gostoso o português do Brasil
Ao passo que nós
O que fazemos
É macaquear
A sintaxe lusíada
A vida com uma porção de coisas que eu não entendia bem
Terras que não sabia onde ficavam
Recife...
Rua da União...
A casa de meu avô...
Nunca pensei que ela acabasse!
Tudo lá parecia impregnado de eternidade
Recife...
Meu avô morto.
Recife morto, Recife bom, Recife brasileiro
como a casa de meu avô.
Manuel Bandeira
Sobre o Autor
Professor de literatura, crítico literário, tradutor brasileiro, o poeta e prosador recifense Manuel Bandeira (1886-1968) é um dos precursores do modernismo brasileiro, o que levou Mário de Andrade a mencioná-lo como "São João Batista do modernismo brasileiro". Eleito para a Academia Brasileira de Letras, onde ocupou a cadeira 24, Manuel Bandeira foi sepultado no mausoléu da Academia, no Rio de Janeiro.
O diplomata e escritor Geraldo Holanda Cavalcanti, de 81 anos, é o novo ocupante da Cadeira 29 da Academia Brasileira de Letras (ABL). A eleição secreta foi realizada na tarde desta quarta-feira (2), na sede da instituição, no Centro do Rio. Cavalcanti sucede o bibliófilo José Mindlin, que morreu em São Paulo no dia 28 de fevereiro deste ano.
Concorriam à vaga o advogado, escritor e Ministro do Supremo Tribunal Federal (STF) Eros Grau; o compositor e escritor Martinho da Vila; e o escritor, ensaísta e atual presidente da Biblioteca Nacional, Muniz Sodré.
A novo acadêmico recebeu 20 dos 39 votos possíveis. Em segundo ficou o candidato Eros Grau, com 10, seguido de Muniz Sodré, com 8. Um voto foi em branco e Martinho da Vila não foi votado.
"É um momento importante e comovente na minha vida. Sinto-me recompensado por meu trabalho literário, que desenvolvo há muitos anos. Ser membro da ABL é realmente uma grande satisfação. Mas também sei que, por ser uma instituição que promove várias atividades, vai me exigir muita dedicação", declarou o escritor, agora imortal, acrescentando que mantinha algum otimismo com relação ao resultado da votação.
"É muito difícil fazer qualquer tipo de previsão, pois o voto é secreto. Ao mesmo tempo, tenho muitos amigos por lá, conheço boa parte dos membros e sei de suas preferências. Por isso, tinha uma boa expectativa", revelou .
Diplomata e poeta
Nascido em 6 de fevereiro de 1929, o pernambucano graduou-se Bacharel em Ciências Jurídicas e Sociais pela Faculdade de Direito do Recife, em 1951. Diplomata por mais de quatro décadas, profissão a que dedicou a maior parte de seu tempo, serviu em Genebra, Washington, Moscou e Bonn, entre outras grandes cidades.
Seu pontapé inicial da literatura foi em 1964, com o livro de poesias "O Mandiocal de verdes mãos". Em 1998 foi publicada "Poesia reunida", coletânea de textos, entre inéditos e já divulgados, pelo qual conquistou o prêmio Fernando Pessoa, da União Brasileira de Escritores (UBE).
Em 2007 lançou seu primeiro livro de ficção "Encontro em Ouro Preto" (Record), obra finalista do Prêmio Jabuti 2008 na categoria "Melhor Livro de Contos e Crônicas". Este ano, pela mesma editora, publicou o livro de memórias "As desventuras da graça".
A Cadeira 29 foi fundada por Artur Azevedo, que escolheu como patrono Martins Pena, e ocupada posteriormente por Vicente de Carvalho, Cláudio de Souza e Josué Montello.
ANTÔNIO ALBINO PINHEIRO MARINHO
( 1932 - 2007)
O poeta e jornalista Antônio Albino Pinheiro Marinho nasceu em maio de 1932, na cidade de Belo Jardim (PE). Iniciou-se no jornalismo em 1951, no Recife e nessa época já freqüentava grêmios e associações ligadas às letras e ensaiava criações literárias de vários gêneros. Em 1958 transferiu-se para São Paulo, a convite do jornal Última Hora, do qual foi, sucessivamente, redator, secretário gráfico, secretário de redação e editor, atuando tanto na primeira quanto na segunda edições. Simultaneamente atuou como redator free-lancer em diversas agências de publicidade, entre as quais a Interamericana e a Marcos Pereira Publicidade e atuou como secretário de redação do combativo semanário Brasil Urgente, desde sua fundação até seu fechamento em 1964.
A partir do início da década de 60, começou a criar letras de música, tendo diversos parceiros, principalmente sua mulher, Osinete Marinho, compositora de talento. Após 64, ficou ainda por algum tempo na Última Hora, tendo-se refugiado, depois, na publicidade, como redator da MPM Propaganda. Posteriormente, foi chefe de promoção e propaganda da Edobrás - Editora Documentação e Cultura. Voltou ao jornalismo em 1969 (exercendo a secretaria de redação da revista Banas), e participou, simultaneamente, de equipes de produção de programas de variedades da antiga TV Tupi. Em 73, assumiu a editoria geral do DCI - Diário do Comércio e Indústria, tendo comandado a reforma gráfica e editorial do jornal naquele ano.
Em 75, estava na chefia de reportagem da sucursal paulista de O Globo, onde ficou até setembro de 79, quando foi para a Unipress Assessoria de Imprensa e Divulgação como chefe de redação e, depois, no mesmo cargo, para a Unipress Editorial (do mesmo grupo), editando e/ou supervisionando a edição de vários jornais e revistas institucionais de empresas e entidades. Deixou a Unipress em 1990, passando a atuar como free-lancer de publicações diversas. Em maio de 1997 transferiu-se para Brasília onde, até janeiro de 2003, prestou serviço, como consultor na área de Comunicação, ao Ministério de Desenvolvimento Agrário e ao Incra - Instituto Nacional de Colonização e Reforma Agrária.
Em 2001 publicou pela Thesaurus Editora de Brasília, o livro de poesias Do Despertar da Lembrança. Lançou outros volumes de poesias: DO DESPERTAR DA DOR , ALGUNS POEMAS AMENOS, DO DESPERTAR DA LIBIDO. Além destes, preparou mas não sabemos se publicou: Pequenos Contos do Amor Proparoxítono; Os Contos Reportagens; e um romance ainda sem título.
Antônio Albino Marinho, dedicou-se à correção, revisão e copydesk de textos (principalmente livros) para editoras e autores da Capital da República.
Deixou-nos no dia 21 de abril, durante as festas de aniversário de Brasília. O poema a seguir foi escrito por João Carlos Taveira em homenagem a Antonio Albino Pinheiro Marinho.
ELEGIA PARA O POETA ANTÔNIO ALBINO
A cidade perdeu um habitante,
os pássaros perderam um irmão,
eu perdi um amigo.
Em versos cheios de desejo
e volúpia, Albino cantava o amor
com a alma de menino.
(Os homens são mesmo pouco metafísicos.
Ainda recordo sua têmpera
na estóica luta contra o tempo.)
Mas quem virá nos dizer da saudade
que hoje inaugura sua face de âmbar
no dorso desta ausência?
Livre, o poeta viaja e sonha
com amadas, musas, ninfas...
Sua palavra nos pertence!
João Carlos Taveira
Brasília, 23/4/2007.
É noite enluarada, o céu está prateado,
E a minha pena sempre vigilante
Logo se inquieta, e as palavras bordando
O branco do papel, dão-lhe cor vibrante.
A pena segue como um rio, serpeante...
Em cada traço vejo seu corpo ondulado.
Percorro seus montes, aclives excitantes...
Perco-me na sua geografia, fico aloucado.
Nessa indigestão mental de sentimentos
Ardendo de desejos e loucos delírios,
Divido com a lua e a poesia, os lamentos!
E sob a luz do luar, e das rosas, o eflúvio
Derramei os meus versos, portentos?
Não sei! Sei que vieram como um dilúvio!
Diná Fernandes - João Pessoa-PB

Quando se aproximas de mim,
Meu corpo queima de desejo,
Sinto o fogo do amor
Anseio momentos ousados de prazeres.
Quero ter em tua boca beijos ardentes,
Nas tuas mãos, fortes carícias
No teu suor ansiedade de me ter
E no teu corpo o desejo de me consumir.
Quero viajar nas ondas da paixão
Nos teus braços me banhar de prazer
E por fim satisfazer, esse desejo
Que me queima e me consome.
Poema recitado pela autora Janaína Cavalcante, durante a 28ª reunião da Academia Belojardinense de Letras e Artes, no distrito de Serra do Vento.
A mulher deste Brasil
É a flor que floresce
Acorda debaixo deste céu de anil
Vivendo uma aventura, não esquece
Trabalha neste chão varonil
É esta a mulher do meu Brasil.
A mulher deste Brasil
É muito especial
É de personalidade varonil
Seu amor é sem igual.
A mulher deste Brasil
Tem um sonho altaneiro
Se destaca entre mil
Com seu coração brasileiro.
Autor: Hazelpony, 10 anos, poema recitado na 28ª reunião da Academia Belojardinense de Letras e Artes.